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segunda-feira, 28 de abril de 2014

Esta poderia ser uma capa da Revista Placar, se Eliza pudesse falar e se a Revista quisesse ouvir também, claro(...)

Esta fotomontagem abaixo foi feita e encontra-se disponibilizada no Facebook por Cyntia Mesquita Beltrão e Rosiane Pacheco, divulgada em vários grupos feministas na Rede


Infelizmente, a capa mais nova da Revista Placar mostra Bruno pedindo "me deixem jogar", numa entrevista exclusiva, onde esta grande revista houve por bem dar-lhe voz em nome da necessidade jornalística



Em um post feminista,  a jornalista Fabiana Moraes informa que questionou a Revista Placar sobre esta reportagem, recebendo como resposta a justificativa que a capa para o goleiro Bruno deveu-se ao fato de que "ele seria um grande jogador e uma figura polêmica".




A jornalista, então, escreveu, no já linkado blog, conclusão da qual eu concordo plenamente com a mesma:




"A capa da Placar com Bruno faz parte da normalidade de um País no qual quase metade dos homicídios de mulheres são cometidos por pessoas próximas, geralmente marido, namorado, amigo, filho, pai. A outra metade das mortes não é suficientemente estudada, como se a violência contra o gênero feminino fosse mais grave somente quando recebe o carimbo da “violência doméstica”."( Fabiana Moraes, em Blogueiras Feministas)




Leiam, abaixo, uma atualização efetuada pela jornalista no blog:



"Tem circulado mais do que eu esperava o post sobre a capa da Placar com o ex-goleiro e assassino Bruno. Uma pessoa da equipe me escreveu. No texto, classifica Bruno como excelente jogador e figura “polêmica.” Por isso, a necessidade jornalística de falar em alto e bom som sobre ele. Isso me impressiona demais. Esvazia-se o significado da palavra para preenchê-la com outro sentido. “Polêmico” era Nelson Rodrigues, que os rapazes do futebol, aliás, deveriam conhecer muito bem. “Polêmico” era Paulo Francis, que falava genialidades e disparates. Chamar o rapaz de “polêmico” é antes de tudo uma maneira de atenuar o horror cometido por ele, uma forma de higieniza-lo e, é claro, de justificar seu lugar nessa infeliz capa."( a mesma)




Parece-me, neste caso, que a Revista Placar abusou um pouco demais em usar a "necessidade jornalística". Polêmico, além dos já citados Nelson Rodrigues e Paulo Francis -  sendo que o primeiro encontra-se bem próximo à mentalidade de quem apóia/dá voz a umassassino de mulheres - , é uma pessoa que, pelas suas opiniões, convergem amor e ódio para si, porém, uma pessoa polêmica não seria, necessariamente, uma pessoa condenada por assassinato, como é goleiro Bruno. Condenado pela justiça, estou apenas informando o resultado do seu julgamento..



Vejam a fotomontagem, efetuada por Rosiane Pacheco, com atalho para o Facebook de Cynthia Beltrão





Fotoshop realizado por Rosiane Pacheco


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