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sexta-feira, 15 de julho de 2016

Feliz Dia dos Homens....






......para os homens normais, com qualidades e  com alguns defeitos que nós, mulheres, podemos conviver, exceto,  é claro, agressividade, violência e machismo.

Rapazes, saibam que o machismo os prejudica e muito...

Para estes garotos : BEIJOS.......


Eu sou a favor de:

1) Fim da obrigatoriedade do serviço militar para homens. Deve ser voluntário, para quem quiser, ambos os sexos

2) Aposentadoria de homens e mulheres aos 30 anos de serviço; trabalhar 35 anos é ruim para todos(as)

3) Pílula Masculina(essa é ótima para mulheres, para não serem sempre as que se entopem de pílula, diu, essa chateação toda;

4) Não obrigatoriedade de ir para Guerra( Homens e Mulheres);Guerra é ruim para homens e mulheres; uns morrem, outros são estuprados e vivem com medo de perder seus entes queridos, todos passam fome e medo. Guerra não é bom para ninguém. Se algo é ruim para um gênero, é ruim para o outro também.

5) Guarda Compartilhada( E, também, limpeza do cocô e xixi compartilhada - Lei "Ogun Edé"(o apelido é invenção minha  Logun Edé é um Orixá filho de Oxum e Oxóssi que passa 6 meses com cada um dos pais);

6) Licença-paternidade de 6 meses para homens e mulheres( E cuidados com o bebê compartilhado, também). A licença é interesse da criança, para ser cuidada pelos pais, não para ser alvo de disputa

7) Pensão Alimentícia dividida entre o pai e a mãe, sem sobrecarregar a ninguém

8) Lei Maria da Penha mista, para homens e mulheres agredidos. A Lei deveria proteger homens e mulheres alvos de violência

9) Se homens e mulheres são policiais, salário maior para quem sai para a rua armado atrás de bandido;(Obs: tem mulher que sai a rua, armada, leva tiro, também, fiquem sabendo)

10) Se homens e mulheres são bombeiros, salário maior para a pessoa( homem e mulher) que se arrisca no fogo

11) Em caso de catástrofe, prioridade de salvamento a quem é mais frágil, as crianças e os(as) idosos(as) e doentes; depois, a prioridade deve ir para quem esteja passando mais mal, independente de seu sexo.

12)Sou do tipo que divide dinheiro com motel, bar, restaurante. Uma criatura com quem saí não gostava nenhum pouco disso, ele dizia que se sentia "menos macho" quando eu insistia em dividir a conta. Uma homem que se sente menos ajuda em dividir os fardos do casal com uma mulher não se sente, na verdade, muito macho.

13) Liberdade para dizer "não, não estou a fim de transar com você", sem ser agredido(a) física e verbalmente( vadia, bicha, etc..)



Cuidados com a Saúde Masculina

Muitas doenças masculinas surgem com a idade.

Elas prejudicam a vida dos homens e podem causar sérios danos quando não recebem acompanhamento médico.

Em muitos casos, o tratamento é simples e eficaz.

Mas ainda existe uma grande resistência, por parte deles, em relação a consultas médicas e a exames preventivos.

Mudar esse comportamento é nosso principal objetivo. Cerca de 40% dos homens apresentam algum grau de dificuldade de ereção. Já existem inúmeras opções de tratamento. Ela afeta de 10 a 30% dos homens acima de 60 anos. O tratamento melhora os sintomas e a qualidade de vida. O câncer de próstata e a Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) são as principais doenças da próstata e podem aparecer a partir dos 40 anos.

Sociedade Brasileira de Urologia

Movimento pela saude masculina

Hey, garotos, cuidem melhor de seu melhor amigo....e não estamos falando do Totó




Garotos, saibam mais sobre isso acessando aqui

Bravos Rapazes

A HISTORIA DO TIME QUE PREFERIU MORRER A PERDER( AUTORIA DESCONHECIDA POR MIM,MAS A HISTÓRIA É REAL)

"A história do futebol mundial inclui milhares de episódios emocionantes e comovedores, mas seguramente nenhum seja tão terrível como o protagonizado pelos jogadores do Dinamo de Kiev nos anos 40. Os jogadores jogaram um partida sabendo que se ganhassem seriam assassinados e, no entanto, decidiram ganhar. Na morte deram uma lição de coragem, de vida e honra, que não encontra, por seu dramatismo, outro caso similar no mundo

Para compreender sua decisão, é necessário conhecer como chegaram a jogar aquela decisiva partida, e por que um simples encontro de futebol apresentou para eles o momento crucial de suas vidas.

Tudo começou em 19 de setembro de 1941, quando a cidade de Kiev (capital ucraniana) foi ocupada pelo exército nazista, e os homens de Hitler aplicaram um regime de castigo impiedoso e arrasaram com tudo. A cidade converteu-se num inferno controlado pelos nazistas, e durante os meses seguintes chegaram centenas de prisioneiros de guerra, que não tinham permissão para trabalhar nem viver nas casas, assim todos vagavam pelas ruas na mais absoluta indigência. Entre aqueles soldados doentes e desnutridos, estava Nikolai Trusevich, que tinha sido goleiro do Dinamo.

Josef Kordik, um padeiro alemão a quem os nazistas não perseguiam, precisamente por sua origem, era torcedor fanático do Dinamo. Num dia caminhava pela rua quando, surpreso, olhou um mendigo e de imediato se deu conta de que era seu ídolo: o gigante Trusevich.

Ainda que fosse ilegal, mediante artimanhas, o comerciante alemão enganou aos nazistas e contratou o goleiro para que trabalhasse em sua padaria. Sua ânsia por ajudá-lo foi valorizado pelo goleiro, que agradecia a possibilidade de se alimentar e dormir debaixo de um teto. Ao mesmo tempo, Kordik emocionava-se por ter feito amizade com a estrela de sua equipe.

Na convivência, as conversas sempre giravam em torno do futebol e do Dinamo, até que o padeiro teve uma idéia genial: encomendou a Trusevich que em lugar de trabalhar como ele, amassando pães, se dedicasse a buscar o resto de seus colegas. Não só continuaria lhe pagando, senão que juntos podiam salvar os outros jogadores.

O arqueiro percorreu o que restara da cidade devastada dia e noite, e entre feridos e mendigos foi descobrindo, um a um, a seus amigos do Dinamo. Kordik deu trabalho a todos, se esforçando para que ninguém descobrisse a manobra. Trusevich encontrou também alguns rivais do campeonato russo, três jogadores da Lokomotiv, e também os resgatou. Em poucas semanas, a padaria escondia entre seus empregados uma equipe completa.

Reunidos pelo padeiro, os jogadores não demoraram em dar o seguinte passo, e decidiram, alentados por seu protetor, voltar a jogar. Era, além de escapar dos nazistas, a única que bem sabiam fazer. Muitos tinham perdido suas famílias nas mãos do exército de Hitler, e o futebol era a última sombra mantida de suas vidas anteriores.

Como o Dinamo estava enclausurado e proibido, deram um novo nome para aquela equipe. Assim nasceu o FC Start, que através de contatos alemães começou a desafiar a equipes de soldados inimigos e seleções formadas no III Reich.

Em sete de junho de 1942, jogaram sua primeira partida. Apesar de estarem famintos e cansados por terem trabalhado toda a noite, venceram por 7 a 2. Seu seguinte rival foi a equipe de uma guarnição húngara, ganharam de 6 a 2. Depois meteram 11 gols numa equipa romena. A coisa ficou séria quando em 17 de julho enfrentaram uma equipe do exército alemão e golearam por 6 a 2. Muitos nazistas começaram a ficar chateados pela crescente fama do grupo de empregados da padaria e buscaram uma equipe melhor para ganhar deles. Trouxeram da Hungria o MSG com a missão de derrotá-los, mas o FC Start goleou mais uma vez por 5 a 1, e mais tarde, ganhou de 3 a 2 na revanche.

Em seis de agosto, convencidos de sua superioridade, os alemães prepararam uma equipe com membros da Luftwaffe, o Flakelf, que era uma grande time, utilizado como instrumento de propaganda de Hitler. Os nazistas tinham resolvido buscar o melhor rival possível para acabar com o FC Start, que já gozava de enorme popularidade entre o sofrido povo refém dos nazistas. A surpresa foi grande, porque apesar da violência e falta de esportividade dos alemães, o Start venceu por 5 a 1.

Depois dessa escandalosa queda do time de Hitler, os alemães descobriram a manobra do padeiro. Assim, de Berlim chegou uma ordem de acabar com todos eles, inclusive com o padeiro, mas os hierarcas nazistas locais não se contentaram com isso. Não queriam que a última imagem dos russos fosse uma vitória, porque acreditavam que se fossem simplesmente assassinados não fariam nada mais que perpetuar a derrota alemã.

A superioridade da raça ariana, em particular no esporte, era uma obsessão para Hitler e os altos comandos. Por essa razão, antes de fuzilá-los, queriam derrotar o time em um jogo.

Com um clima tremendo de pressão e ameaças por todas as partes, anunciou-se a revanche para 9 de agosto, no repleto estádio Zenit. Antes do jogo, um oficial da SS entrou no vestiário e disse em russo:

- "Vou ser o juiz do jogo, respeitem as regras e saúdem com o braço levantado", exigindo que eles fizessem a saudação nazista.

Já no campo, os jogadores do Start (camisa vermelha e calção branco) levantaram o braço, mas no momento da saudação, levaram a mão ao peito e no lugar de dizer: - "Heil Hitler!", gritaram - "Fizculthura!", uma expressão soviética que proclamava a cultura física.

Os alemães (camisa branca e calção negro) marcaram o primeiro gol, mas o Start chegou ao intervalo do segundo tempo ganhando por 2 a 1.

Receberam novas visitas ao vestiário, desta vez com armas e advertências claras e concretas:

- "Se vocês ganharem, não sai ninguém vivo". Ameaçou um outro oficial da SS. Os jogadores ficaram com muito medo e até propuseram-se a não voltar para o segundo tempo. Mas pensaram em suas famílias, nos crimes que foram cometidos, na gente sofrida que nas arquibancadas gritava desesperadamente por eles e decidiram, sim, jogar.

Deram um verdadeiro baile nos nazistas. E no final da partida, quando ganhavam por 5 a 3, o atacante Klimenko ficou cara a cara com o arqueiro alemão. Deu lhe um drible deixando o coitado estatelado no chão e ao ficar em frente a trave, quando todos esperavam o gol, deu meia volta e chutou a bola para o centro do campo. Foi um gesto de desprezo, de deboche, de superioridade total. O estádio veio abaixo.

Como toda Kiev poderia a vir falar da façanha, os nazistas deixaram que saíssem do campo como se nada tivesse ocorrido. Inclusive o Start jogou dias depois e goleou o Rukh por 8 a 0. Mas o final já estava traçado: depois dessa última partida, a Gestapo visitou a padaria.

O primeiro a morrer torturado em frente a todos os outros foi Kordik, o padeiro. Os demais presos foram enviados para os campos de concentração de Siretz. Ali mataram brutalmente a Kuzmenko, Klimenko e o arqueiro Trusevich, que morreu vestido com a camiseta do FC Start. Goncharenko e Sviridovsky, que não estavam na padaria naquele dia, foram os únicos que sobreviveram, escondidos, até a libertação de Kiev em novembro de 1943. O resto da equipe foi torturada até a morte.

Ainda hoje, os possuidores de entradas daquela partida têm direito a um assento gratuito no estádio do Dinamo de Kiev. Nas escadarias do clube, custodiado em forma permanente, conserva-se atualmente um monumento que saúda e recorda àqueles heróis do FC Start, os indomáveis prisioneiros de guerra do Exército Vermelho aos quais ninguém pôde derrotar durante uma dezena de históricas partidas, entre 1941 e 1942.

Foram todos mortos entre torturas e fuzilamentos, mas há uma lembrança, uma fotografia que, para os torcedores do Dinamo, vale mais que todas as jóias em conjunto do Kremlin. Ali figuram os nomes dos jogadores.

Na Ucrânia, os jogadores do FC Start hoje são heróis da pátria e seu exemplo de coragem é ensinado nos colégios. No estádio Zenit uma placa diz "Aos jogadores que morreram com a cabeça levantada ante o invasor nazista".

Esta é a história da dramática "Partida da Morte". O cineasta John Huston inspirou-se neste fato real para rodar seu filme "Fuga para a vitória" (Escape to Victory) de 1982 que chamou muita atenção à época do lançamento porque dele participaram grandes nomes do cinema como Michael Caine, Sylvester Stallone e Max Von Sydow, mas muito mais pela participação de algumas estrelas do futebol, como Bobby Moore, Osvaldo Ardiles, Kazimierz Deyna e Pelé. No filme John Huston fez o que não pôde o destino: salvar os heróis."

Meninos, saiam da armadura...

...eu lhes garanto que não vou atirar, pelo menos eu, não respondo pelas outras mulheres...Bjs, para os Guerreiros Sensíveis, não para os machistas! PS: Sensibilidade nada tem a ver com opção sexual

O Sagrado Masculino

Uma nova identidade masculina

Craig Gibsone - 16/04/2006




Compreendi que quando a força do homem é distorcida pelas expectativas sociais de sucesso narcisista, de dominação da natureza, das crianças, do feminino, toda sua vida se desequilibra. O lado machão pode ser usado como um processo de amor,revertendo a trajetória de violência e destruição. A tarefa psicológica do homem atual é lidar com a força masculina bruta, localizada nos 3 primeiros chacras, sem bloqueá-la ou rejeitá-la e nem tampouco deixá-la tomar conta de sua consciência, assim será capaz de se relacionar por inteiro com os demais sem perder a sensibilidade.

Creio que uma característica marcante do novo modelo é a vontade de partilhar os sentimentos mais íntimos, de se abrir com outros homens, com a mulher, filhos, família. Estou disposto a partilhar os meus segredos, pois como disse Jung, nossos segredos são a causa de nossas doenças. Ao expor minhas fraquezas, espero que me vejam como ser humano, e se animem a contar suas histórias e assim começamos a compreender uns aos outros.

O Guerreiro do Coração, gasta sua energia partilhando seus sentimentos em vez de lutar contra eles ou escondê-los. É a capacidade de dizer claramente:"não aceito o modelo que me foi imposto, quero estabelecer um relacionamento novo , e intimo, de abertura e confiança, e vou buscar as pessoas que tambem sintam e pensam assim." Este é meu guerreiro, esta é a minha identidade masculina. Nós homens, estamos destruindo a camada de ozônio, que é o sistema imunológico da Terra. O que estamos fazendo com o corpo da Terra é o mesmo que o câncer e a Aids fazem com nossos corpos. Temos que começar a conectar nosso coração com o dos outros homens, para podermos enxergar a partir do coração e cuidar de nós e do mundo a nossa volta.

Em todos os rituais indígenas, alguns bastante severos, o jovem guerreiro tem que passar por diversas experiências interiores, até chegar ao ponto que encara o próprio medo de morrer - o medo da morte física. Ele vivencia sua morte e então o ego se defende, tenta controlar a situação. Um grupo de anciãos e homens experientes o ajudam a passar por esse processo de morte, por essa projeção do eu que se apega a idéia "sou um homem, sou mas poderoso que qualquer coisa ao meu redor". O individuo então vê como é insignificante sua identidade do ponto de vista do macrocosmo. O importante é que essa morte seja cercada pelo amor dos outros, para sair da experiência sem se sentir um fraco. A partir dai voce começa a se sentir mais receptivo, mais humilde, mais aberto.

Nos rituais em grupo, após determinado momento, percebemos que entramos em estados alterados de conciência, podemos vivenciar um ao outro em mais profundidade e perceber melhor o nosso coletivo. É importante os homens perceberem o poder que criam em grupo. Um poder que em geral é usado para destruir, através de conflitos, guerras e até religião. Sentir e ver que esse poder é um estado, um local de AMOR, de intimidade, faz parte do novo homem.

Nota: (Guerreiro do Coração - Uma nova Identidade Masculina
Texto de Craig Gibsone, diretor da Fundação Findhorn da Escócia.)

A Canção do Armegin, O Sagrado Masculino

Sou um vento do mar,


Sou uma onda do mar,

Sou um veado de sete pontas,

Sou um falcão num penhasco,

Sou uma lágrima do Sol,

Sou a beleza entre as flores,

Sou um javali,

Sou um salmão num lago,

Sou um lago numa planície,

Sou uma colina de poesia,

Sou uma lança combatente,

Sou um deus que forma fogo na cabeça

Quem senão eu conhece as reuniões da casa do dólmen na colina?

Quem senão eu sabe onde o Sol se põe?

Quem prediz as fases da Lua?

Quem traz o gado da casa de Tethra e o separa?

Quem senão eu dá as boas-vindas ao gado de Tethra?

Quem dá formas às colinas?

Invocai, Povo do Mar, invocai o poeta, para que possa fazer-vos um encanto.

Pois eu, o Druida, que pus as letras no Ogham,

Eu, que separo os combatentes,

Hei de abordar a fortaleza das Sidhe em busca de um poeta hábil, para que juntos possamos fazer conjurações.

Eu sou um vento sobre o mar.

http://segredodasarvores.blogspot.com/2010/03/cancao-de-amergin-e-o-calendario-ogham.html
 
ESTA É A CANÇAO DO SAGRADO MASCULINO

Homens e o Patriarcado

Todas as religiões pagãs surgiram da observação.

A Natureza para o paganismo é a própria Divindade manifestada, então tudo o que há e está sobre a Terra é Sagrado, assim como seus ciclos.



Desde o início, os homens passaram a observar que apenas as mulheres geravam novos seres, e isso parecia ser um dom mágico pertencente a elas, uma vez que o ato sexual não estava relacionado à criação.

Então, a mulher era o centro, pois o futuro da tribo dependia dela. A divindade criadora do Universo foi primeiramente reconhecida como a Grande Deusa Mãe.


Cada mulher era uma representante da Deusa na Terra.

A linhagem respeitada era a matrilinear, e os bens e ensinamentos eram passados de mãe para filha.

As primeiras manifestações religiosas ao redor de todo o mundo cultuavam o Sagrado Feminino.

Isso é comprovado por arqueólogos e historiadores, através das estátuas encontradas que datam do Neolítico e do Paleolítico Superior, como as Vênus de Willendorf e do Nilo.

O culto ao Deus estava relacionado às caçadas e aos homens, mas ainda sob égide da Deusa, pois Ela era a Senhora das Feras.

Isso foi retratado em muitas cavernas, em ritos masculinos nos quais os desenhos eram feitos representando uma boa caçada, na esperança de que isso se tornasse realidade.




Nessa época surgiu a relação mágica e espiritual entre a caça e o caçador, porque a reprodução e saúde dos animais eram necessárias para alimentar a tribo.

O homem então teve o seu primeiro culto masculino, ao se ornar com chifres representando o Deus que morre em cada animal que é caçado.

E quando as tribos deixaram de ser nômades e se tornaram agricultoras e pastoris, o Deus era aquele que se sacrificava em forma de gado e grãos para alimentar o povo da Senhora.

Quando esses povos primitivos da Europa começaram a guerrear entre si, os homens passavam muitas temporadas fora, foi aí que perceberam que suas mulheres não engravidavam durante a sua ausência.

Então, percebeu-se que para haver a criação, a união do Feminino com o Masculino tinha de acontecer.

Os homens tinham, no início, medo do poder criador da mulher. E assim iniciou-se um processo de supervalorização da figura Masculina; para que os homens se sentissem mais fortes, era preciso rebaixar o poder da mulher e da Deusa. Junto à ascensão dos Deuses Masculinos, houve o movimento de substituição gradativa do matriarcado pelo patriarcado.

A sociedade enquanto matrifocal era mantenedora da paz. Oferecia a todos, homens e mulheres, os mesmos direitos, afinal eram uma grande família, pois todos eram filhos Dela.




Todas as pessoas tinham seu papel na vida cotidiana, com direitos e deveres específicos, e a criminalidade era algo quase que inexistente, pois não havia dentro dessas comunidades sentimentos de inveja ou diferenças sociais.

O patriarcado trouxe junto com ele sentimentos e valores que até então eram desconhecidos.

Os homens no poder passaram a valorizar apenas a figura e a posição masculina, então a noção de importância foi completamente direcionada para a guerra e disputas.

Apenas os mais fortes e sadios eram respeitados, colocando assim as mulheres, os deficientes e até mesmo os homens idosos em uma posição desfavorável.

Essa sociedade tornou-se violenta, preguiçosa e gananciosa. Um bom exemplo dessa diferença entre os valores de uma sociedade matriarcal e outra patriarcal são as noções de matrimônio, casamento e criação de seio familiar, e patrimônio, bens em geral ou acúmulo de valores.

Nossa sociedade continua ainda hoje sob os grilhões dessa visão patrifocal de mundo. Aos poucos isso vem mudando, graças a ações como o movimento feminista dos anos 60, a liberação sexual dos anos 70, entre muitos outros.

Alguns ligam esse fato à chegada da tão esperada Era de Aquário, outros à simples conscientização da humanidade perante a situação atual do planeta e aquilo que o futuro nos reserva.

De qualquer maneira, muito falamos sobre as feridas que o patriarcado causou nas mulheres, mas nos esquecemos que os homens também são vítimas das atitudes de seus antepassados.

Talvez os homens sofram tanto quanto ou até mais que as mulheres na sociedade patriarcal em que vivemos.



Os homens sofrem com o patriarcado desde o momento de seu nascimento. Pergunte a um pai o sexo do seu filho que acaba de nascer, e se for masculino, na maioria das vezes a resposta recebida é “Meu filho é homem”, quando na realidade não passa de um bebê.

O contrário não acontece; sendo o sexo feminino, o mais provável de se ouvir é “É uma linda menininha.”

Até o direito de ser criança foi negado aos homens por muitas eras.

E como são criados dessa forma, acabam se alienando com o tempo e crendo que essa é realmente a maneira correta de se criar um filho, repetindo o erro de seus pais.

Só que as marcas da repressão continuam dentro desses homens por toda a vida, por mais que estejam muito bem escondidas, assombrando-os de vez em quando apenas.

Vide a quantidade de assassinos, estupradores, psicopatas em geral que hoje temos aos montes em todos os presídios – vale lembrar que a grande maioria dos crimes é cometido por indivíduos do sexo masculino.

As mulheres como foram colocadas de lado na sociedade, criaram seus próprios costumes e passaram a viver em grupo, em apoio mútuo.

Os homens não têm esse privilégio, pois são criados para se virarem sozinhos, sem precisar do apoio de ninguém – pedir ajuda inclusive é motivo de vergonha para muitos homens.

Os homens são criados para serem assim, duros, frios e sem sentimentos. Homens não choram sob hipótese alguma, não demonstram carinho e afeto por ninguém, não sofrem por amor.





Aliás, homens não amam, transam, e com a maior quantidade de mulheres que for possível. Um homem é criado para ser sempre o melhor, e se ele não for o chefe da empresa em que trabalha, será sempre um perdedor. Ganhar menos que a esposa é um insulto à masculinidade.

Sem falar em conceitos de estética, que ferem a auto-estima de homens e mulheres.

Muitos podem pensar que isso é machista e que por isso coloca os homens em situação melhor que a das mulheres, mas não.

Existem homens sentimentais, e que sentem falta de sua família.

Existem homens que se apaixonam por uma garota na época do colégio, se casam com ela, e não traem sua amada esposa. Existem aqueles que sofrem por amores não-correspondidos.

Ou aquele que prefere ser carpinteiro para seguir a profissão ensinada pelo avô do que ganhar três vezes mais trabalhando em um escritório.

Existem maridos que tem posições menos importantes no mercado de trabalho que suas esposas, e por isso um dia resolvem deixar seus empregos para ficar em casa e cuidar dos filhos, para que as mulheres possam seguir sua carreira sem se preocupar. Para esses homens, a concepção machista de mundo é muito cruel.

Não falo de homens gays, pois esses já passaram por seu processo de libertação do patriarcado e lutam por seus direitos dia após dia, com honra e dignidade.

Falo dos homens heterossexuais mesmo, aos quais foram negados o amor de pai, o carinho e afeto dos amigos na infância, a paixão verdadeira na juventude. Os homens assim são eternos meninos sofridos, e muitas vezes transformam essa dor e sofrimento em uma máscara de mais machismo e arrogância.

Vamos olhar mais para dentro de nossas casas, e buscarmos perceber essas limitações nos homens de nossas próprias famílias. Muitas vezes, o que o seu pai ignorante e grosseiro mais deseja é receber um beijo carinhoso e ouvir a doce melodia de um “Eu te amo.”



Esses atos simples e afetuosos têm um poder transformador incomensurável.

Temos que tentar compreender as atitudes das pessoas, sempre pensando na forma como elas foram criadas.

E perdoar se esse for o caso, pois pai temos um só nessa vida, seja ele biológico, adotivo ou de consideração.

Nossa figura paterna pode ser um avô, um irmão mais velho, um amigo da família; sendo quem quer que seja é parte integrante e sagrada de nossa formação como pessoas.

Aprendendo com os erros cometidos no passado podemos evitá-los no presente, e criarmos nossos filhos – sejam homens ou mulheres – em uma sociedade mais justa, com valores centrais mais humanos.

E assim a imagem por tantos anos sustentada do Sagrado Masculino como castrador e tirano pode ser transformada em um Deus carinhoso e protetor, um verdadeiro Pai. O Filho e Consorte da Grande Mãe.



Por Raul Costa - Brendan Orin
Publicado: 08/02/2007

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